O ambiente e a saúde das crianças



O crescimento das crianças está condicionado por duas ordens de factores: o «programa» genético, que lhe foi transmitido na altura da concepção e o ambiente – ambiente pré-natal, perinatal e pós-natal; ambiente familiar, local, escolar ou social.

Nos ecossistemas que envolvem os vossos filhos, existem factores naturais, físico-químicos,
biológicos, psicológicos e socio-culturais que atuam directamente na qualidade de vida e no
bem-estar da criança.

No nosso país, com a drástica diminuição das doenças infecciosas e das carências nutricionais – embora estejam a aumentar as doenças originadas por erros alimentares de sobrecarga (diabetes, obesidade) -, outros problemas emergiram. As suas causas e as abordagens destes novos desafios estão muito dependentes das características ambientais que rodeiam a pessoa. Os traumatismos e lesões acidentais são um exemplo típico de como uma «doença» pode estar quase inteiramente dependente dos fatores ambientais e ecológicos. O mesmo se dirá para os casos de crianças privadas de meio familiar normal ou para alguns problemas do comportamento. Não se pense, contudo,
que o ambiente só influencia os chamados «novos problemas» ou os problemas de índole social.

Situações como a asma, leucemias e outros tumores, depressão ou baixa
de visão, para citar apenas algumas, estão intimamente ligadas ao ambiente. As próprias infecções, causadas por agentes existentes no ecossistema, podem entrar no domínio das doenças ambientais.

Frequentemente observamos sintomas e sinais, em crianças do 1 aos 5 anos, que têm a ver com o somar de factores agressores, desde a hiperestimulação a que estão sujeitos, até aos diversos factores de degradação ecológica. Assim, surgem muitas vezes dores de cabeça, cansaço, perturbações do sono,indisposições intestinais, tosse constante e nariz com secreções, e tantas outras situa-
ções, que perturbam a qualidade de vida da família. Não é por acaso que são provavel-
mente mais as crianças de 2-3 anos que têm otite serosa do que as que não a têm.

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