«Meu gordinho, meu tesouro»



Quando a criança está bem, come com apetite, tem um aspeto bonito e todos na família se sentem satisfeitos É um costume muito refundido tomar como barómetro do estado de saúde, um apetite mais ou menos voraz e as consequentes formas -redondas-. «Gordinho e anafado», a fazer as delícias da família As sim, a ideia de que uma criança possa estar a comer de forma exagerada ou de que o seu peso esteja a entrar em valores potencialmente nocivos para a saúde está longo de passar pela cabeça de quem quer que seja.

Os avós gostam dos seus netos gordinhos, com refegos e dobrinhas nas pernas e nos braços; exibindo-os como se de tesouros se tratassem e dizendo com orgulho «Meu gordinho, meu tesouro» Acham que a melhor forma de mostrarem que gostam deles é enchê-los de doces, gelados, fritos… e se por mero acaso a criança deixa um resto no prato porque já se sente satisfeita, soa a frase preferida de alguns pais e avós:

«Come tudo até ao fim: se papares tudo, dou-te um doce» ou então a preocupação imediatamente expressada aos pais, e depois aos médicos:

«Não precisará ele de umas vitaminas?!»

Os avós acham-nos sempre magrinhos, mesmo que as roupas lhes marquem as coxas roliças e os refegos saiam em catadupas pela fralda da camisa. «Magrinhos»… é o que estão… e se calhar até precisam de «umas vitaminas»… E mesmo sem nos deixarmos embalar pelas modas que nos apresentam padrões de magreza incompatíveis com os tempos e com os costumes (e com as coisas boas que há para comer) a situação, pode dizer-se, não é agradável, ou seja. a tendência para o excesso de peso e para a obesidade começa a ser evidente.

Comentários

«Meu gordinho, meu tesouro» | Para Pais.