Meningites «más» e outras «menos más»



É uma forma de colocar a questão. Com o evoluir da ciência entendeu-se que «há meningites e meningites». Tudo depende do micróbio causador, idade da criança, defesas imunitárias, gravidade da infeção, evolução clínica, resposta ao tratamento e (também) de fatores mais aleatórios como a sorte (ou o azar) de cada um. De qualquer modo, há diferenças fundamentais entre as meningites bacterianas e as meningites assépticas ou virais.

A maioria das meningites são provocadas por vírus e aparecem por epidemias, no pico do Verão e do Inverno. Contudo, em muitos dos casos, nunca se chega a encontrar o micróbio causador – também não se procura até à exaustão, já que estas meningites são benignas, a criança melhora e não há necessidade de, para bem da criança, continuar a procurar o agente.

As meningites bacterianas são causadas pelos seguintes micróbios: o meningococo e o pneumococo As meninges infetam-se, na maioria dos casos, através do sangue: os micróbios saem de um ponto de infeção inicial, onde muitas vezes estão durante algum tempo sem causar quaisquer sintomas – o nariz, a garganta, as vias respiratórias, os intestinos ou a pele – e, através do sangue, penetram no espaço meníngeo.

Noutros casos, mais raros, a infeção faz-se diretamente, a partir de um foco infecioso que fica próximo: otite não tratada, infeção do globo ocular, ou quando um traumatismo craniano abre uma via de entrada.

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