Meia garrafa faz mais barulho do que uma garrafa cheia



A arrogância resulta da má formação que as pessoas receberam, principalmente nos primeiros anos de vida, e que depois se reforçou na vida cultural, familiar, educativa ou profissional. Talvez por isso devamos dar mais atenção a este aspeto, começando por evitar atitudes de criticar «tudo e todos», admitirmos os nossos erros, refletindo sobre eles e conhecendo-nos melhor a nós próprios, darmos exemplos de como o sucesso se constrói em «trabalho de equipa» e por demonstrar maturidade e tolerância para com os outros – seja em casa, nas filas de trânsito ou nas férias – mas com um elevado grau de exigência connosco próprios, no sentido das virtudes, do gozo e do desafio que a permanente mudança, melhoria e aperfeiçoamento constituem.

Talvez existam no dia-a-dia, com os nossos filhos, ocasiões de sobra para refletirmos com eles sobre estas coisas, para que o tal mundo catastrofista de que alguns são os arautos não venha mesmo a ser uma realidade, e para que as crianças entendam que a sobrevivência – física, mental, intelectual, psicológica e cultural – da espécie humana passa pelo seu sentido gregário e solidário.

«Dignidade» rima com «humildade».

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