Medidas preventivas



• rever a instalação elétrica da casa muitas famílias vivem em casas antigas (às vezes não tão antigas como isso mas sem respeito pelas regras de segurança). Será útil rever as instalações e substituir as tomadas e fichas que já se encontram deterioradas ou que oferecem perigo por si só. Uma medida fundamental é instalar disjuntores de segurança que permitam à eletricidade desviar-se para o quadro em vez de passar pela criança. É talvez a medida isolada mais importante;

• instalar tomadas e fichas de «terra” nos eletrodomésticos e, idealmente, em todas as tomadas;

• escolher tomadas que têm entradas de segurança, ou seja, que dificultam em muito o acesso e o contacto dos dedos da criança com os fios de passagem;

• instalar as tomadas em locais «escondidos» e fora da vista da criança, embora essa não seja uma garantia de que a criança não lhe vai mexer;

• utilizar «tapa-tomadas» nas que não estão a ser utilizadas escolher modelos que só possam ser retirados com a ajuda de uma ventosa ou chave, uma vez que os dedos do bebé poderão arranjar maneira de tirar os modelos «em barra». É bom tratar disso antes de a criança começar a gatinhar, ou seja, por volta dos 6 meses;

• ter cuidado em não estragar tomadas, fichas e fios a massa de que são feitos é frágil e com meia dúzia de pancadas pode partir-se. Cuidado ao arrastar móveis, aspirar, etc..

• evitar a sobrecarga das tomadas com muitas fichas – às vezes vêem-se magotes de fichas todas elas ligadas à mesma tomada, o que leva, especialmente no caso de alguns eletrodomésticos, a um sobreaquecimento que distorce e estraga as fichas e tomadas, a que se soma a acção do peso das várias ligações o ideal é usar tomadas triplas ou quádruplas em barra;

• ter cuidado com as extensões, porque acrescentam mais um elemento de ligação, o que constitui um fator de perigo. As extensões desdobráveis (redondas) deverão ser sempre totalmente desenroladas porque, a menos que tenham elas próprias mecanismos de segurança, podem aquecer muito se o fio fica enrolado, podendo provocar um incêndio;

• electricidade e água não combinam ou seja, todos os eletrodomésticos e tomadas situados na casa de banho e na cozinha devem ser objecto de ainda mais cuidado. Por outro lado, mexer em aparelhos eléctricos com as mãos húmidas (mesmo em situações tão simples como acender uma luz num interruptor) pode causar a morte. E as crianças muitas vezes lavam as mãos e enxugam-nas a correr, ficando com elas molhadas… apagando de seguida a luz da casa de banho.

• não lidar com a electricidade como se fosse uma brincadeira quanto mais pequena for a criança, maior a necessidade de protecção, mas esta mantém-se ao longo do crescimento; apesar da necessidade de um ensino progressivo, não cabe à criança assumir a responsabilidade pela sua própria proteção. Ao aprender a conviver com a eletricidade, é conveniente que se consciencializem desde pequenas que «com a eletricidade não se brinca». E quantas vezes são os adultos a dar o (mau) exemplo, trocando lâmpadas sem desligar o quadro ou pelo menos o interruptor, arranjando em casa eletrodomésticos à frente dos filhos pequenos, etc… são frequentes os casos de crianças que se eletrocutaram porque estavam a imitar os pais a arranjar fios, cortando-os com tesouras ou desaparafusando interruptores ou casquilhos com os candeeiros ligados;

• ter especial cuidado, em relação a estes pontos todos, no que toca ao quarto da criança. E já agora também aos locais onde as crianças passam grande parte do tempo: creches, jardins de infância, escolas… e até as salas de espera dos consultórios e dos centros de saúde e hospitais…

• não deixar o bebé manusear eletrodomésticos porque passará a ser, para ele, mais um brinquedo para mexer, analisar e «destruir» – e é natural que os eletrodomésticos fascinem a criança, porque mexem;

• depois de utilizar os aparelhos, não os deixar ligados ou por arrumar com a pressa isto é muito vulgar. Acaba-se de fazer o que se está a fazer, ou interrompe-se para ir ao telefone ou à porta e é o tempo suficiente para a criança lhes mexer, accionar os botões e magoar-se ou eletrocutar-se;

• é importante ter método e ver o mundo pelos olhos das crianças, adivinhando-Ihes a curiosidade (que é grande), a capacidade de se deslocarem (que aumenta enormemente mal começam a gatinhar) e a ausência de noção de perigo (não vale a pena dizer que «a electricidade mata» quando o bebé não sabe o que é morrer, nem sequer o que é a eletricidade…).

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