Infeções: o grande receio



Por alguma razão generalizou-se o nome «infectário» para designar os infantários. E é verdade que as crianças que estão em infantários ou jardins-de-infância têm um risco maior de infecções respiratórias e de alergias.

Já há muito tempo que se sabe da maior probabilidade de uma criança, num atendimento
(fumo. vir a sofrer, nos três primeiros anos de vida, de doenças do foro respiratório e manifestações alérgicas.

Isto explica-se facilmente:

• a criança contacta intimamente com mais pessoas, designadamente pessoas infetadas com vírus e bactérias (as crianças, principalmente);
• a «carga» de infecção é grande e variada;
•depois de passarem os sintomas de doença, não há período de convalescença que faça recuperar o corpo e os tecidos;
• a criança volta a ser exposta antes da cura tecidular, aumentando a probabilidade de adoecer com sintomas e sinais.

Algumas crianças não registam muitas infeções, outras estão praticamente sempre
doentes. Não quer dizer que as primeiras não se infectem mas, tal como acontece com as vacinas, algumas fazem reacção sintomática,
outras não.

As infecções contraídas nos infantários e jardins-de-infância são, na maioria dos casos, «vacinas» naturais que a criança faz, e que se por um lado interrompem a sua actividade (e a dos pais), por outro aumentam a imunidade.

Há medidas a tomar que podem diminuir a probabilidade de infecção: abrir janelas, arejar as salas, trazer as crianças para fora mesmo no Inverno, ou ser suficientemente rigoroso em não deixar entrar crianças (e funcionários) doentes. Os adultos deverão usar máscara quando estão constipados, especialmente se estiverem a espirrar, as crianças doentes deverão ficar isoladas até à chegada dos pais, e deverá ser comunicado aos pais dos outros meninos que um deles está doente, para se aperceberem precocemente de sinais e sintomas.

O combate ao pó, através da escolha de materiais, limpeza, arejamento e armazenamento de brinquedos, bem como a escolha destes, pode ajudar bastante a reduzir o risco respiratório e alérgico.

Como a maioria esmagadora destes agentes infecciosos entra – e transmite-se também – por via respiratória, manter o nariz bem limpo e ensinar a assoar-se deve ser uma preocupação de pais e educadores.

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