Horários das refeições



Ao contrário do que acontecia até esta idade, convém tentar fazer coincidir os horários das refeições com os dos restantes membros (ou, porventura, os dos restantes membros é que devem adaptar-se aos da criança).

Convém manter uma rotina, sem exageros de rigidez, mas sem se cair no caos de «cada um à sua hora». É bom diferenciar, desde logo, o que são dias úteis e o que são dias de fim-de-semana. Nestes, claramente, os horários serão mais flexíveis, como todas as outras atividades familiares. Quando se sai para ir a casa de alguém ou, por qualquer motivo, há atrasos, não se deve fazer disso um drama, mas compreender que a criança pode estar já muito ensonada e manter a mesma liturgia como se fosse a hora do costume não resulta. Uma criança cansada tolera pior as refeições e tende a irritar-se e a chorar mais facilmente. Será melhor, nestas alturas, facilitar e dar, por exemplo, leite ou uma papa, ou seja, qualquer coisa ao seu gosto e que possa levantar menos objeções.

Outro aspeto que considero importante tem a ver com as diferentes horas a que os pais e irmãos chegam a casa. Sem atrasar demasiado a hora do jantar (porque é à noite que estes problemas se colocam com mais frequência), é preferível aguentar um bocadinho e ter a presença dos restantes membros da família (mesmo que a criança ainda não coma à mesa), do que passar dias e dias sem quase vislumbrar a cara dos que lhe são mais queridos, principalmente quando já se esteve muitas horas num lugar que não é a casa própria.

É bom também os pais fazerem um esforço para estarem à hora do jantar da criança, e isso implica muitas vezes ter de dizer «não» nos empregos, aos amigos e definir regras e opções próprias. Não se pode ter tudo…

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