Hora de deitar



A vida faz-se de regras – para que as excepções e as respectivas transgressões à regra sejam mais apetecidas e gostosas.

E bom que as crianças destas idades tenham uma hora mais ou menos constante de ir para a cama – e é a partir da regra que se estabelecerão depois as excepções. E se contarmos os rituais todos – desde fazer xixi e lavar os dentes às histórias e cantigas -, o tempo tem de ser programado também em função do muito que se gasta com tudo isto.

Os horários da família são um factor a levar em linha de conta, pelo que é difícil estabelecer uma hora «para ir para a cama». Depende também da hora de acordar, que é extraordinariamente variável. Há famílias que levam a criança para a creche ou jardim-de-infância às oito da manhã, outras entram às dez e moram perto. Outras ficam em casa e podem dormir.

Por outro lado, se a alternativa é ir para a cama às nove sem ver o pai ou ir mais tarde e estar com ele, para mim não há grandes dúvidas: o sono recupera-se, a relação paternal não. Portanto, se o pai chega mais tarde, há que rearranjar os horários para poder estar com o pai na brincadeira, no mimo, e até ser ele a adormecê-lo, embora se devam evitar actividades muito excitantes, correrias e grita-
ria, mesmo que de júbilo. No momento em que ele saiba que o pai e a mãe estão em casa, sentir-se-á mais calmo e dormirá melhor. E, dentro dos limites do bom senso, o que conta é a qualidade do sono e não a sua duração.

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