Há momentos melhores e outros piores…



Nem sempre as circunstâncias proporcionam que a criança mostre o seu «melhor» ou seja, pode estar inibida pela presença de estranhos, cansada, com calor, com fome, com a fralda molhada, com sono; pode pura e simplesmente não lhe apetecer fazer «tetés» ou «tem-tens».
As crianças não são, felizmente, um desses bonecos dos Centros Comerciais em que se mete a moeda e «já está!».

Estimular o desenvolvimento é bom.
facilitar todas as oportunidades as crianças para que se desenvolvam, é óptimo.
Exigir que sejam como nós queremos ou que façam coisas para as quais não estão biológica e psicologicamente preparadas é pura e simplesmente um erro.
Por outro lado, há que não esquecer que a criança tem que gerir o controlo motor, os conhecimentos cognitivos, a memória, a autonomia, a adaptação psicológica, a linguagem, a relação com as
pessoas e com o espaço e objetos… tanta coisa, mais o comer e o dormir… e o brincar… é natural que não consiga dar atenção a tudo ao mesmo tempo, deixando de vez em quando algumas coisas em stand by e retomando-as dias ou semanas depois.

De qualquer modo, é importante que os pais e educadores veiculem todas as suspeitas, quando sentem que algo está mal com a criança.
A detecção precoce das perturbações do desenvolvimento é essencial para que se consiga tirar o maior partido do potencial que todas as crianças têm, nomeadamente as que, à partida, parecem ter mais problemas e menos perspectivas de um desenvolvimento inteiramente normal.

No entanto, as suspeitas têm que corresponder a verdadeiros desvios dos amplos limites da normalidade. E rotular uma criança de «anormal» ou «atrasada», sejam quais for as circunstâncias, mesmo quando há algum problema, é fazer lhe mal, e se esse rótulo é posto só porque o irmão mais velho ou a prima «não-sei-quantas» eram diferentes, só vai contribuir para prejudicar o seu desenvolvimento.

O primeiro sorriso

O primeiro sorriso aparece cerca das seis semanas. O sorriso intencional, porque antes há sorrisos esporádicos que se crê serem mais aleatórios do que expressos.
É fácil perceber que o sorriso é intencional, porque não é apenas a boca que se abre os olhos brilham, o corpo agita-se e o bebé irradia felicidade.
É um momento de grande felicidade para a família mas, atenção, os bebés não são bonecos em que se ponha uma moeda e façam a sua função. Quando nos rimos para eles, precisam de um tempo de latência antes de nos devolverem o sorriso. E podem, por variadíssimas razões, não quererem retribuir. Estão no seu direito. Sorrirão quando quiserem, e não para impressionar os amigos dos pais. E mal de nós se desejarmos outra coisa…

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