Há locais para tudo, e cada coisa no seu lugar



Quantos de vós já viram estas cenas, de crianças elogiadas pelas educadoras ou pelos avós – comem tudo, de «faca e garfo», não fazem birras, não é preciso cortar a comida demasiadamente e são elas a quererem pegar nos talheres. E até limpam a boca ao guardanapo.

Em casa, pelo contrário, as birras sucedem-se e querem tudo passado e «dado na boquinha». E as refeições tornam-se martírios. Isto acontece especialmente cerca dos 2, 3 anos, e muito relacionado com a entrada na escola. O infantário ou jardim-de-infância é o local de crescimento, como para nós o trabalho é o lugar de afirmação. Para que uma criança saiba bem «o que é o quê», tem de definir, sobretudo nos primeiros meses, claramente quais são os espaços de crescimento e quais os de regressão. E essa marcação é feita de um modo muito definido. Assim como quase não falam aos pais do que se passa na escola, por muito que estes tentem saber, também definem bem a escola como um espaço de crescimento e de ousadia e ensaio, e a casa como o espaço de regressão e de «abebezamento».

Não se pode entrar nestas guerras. Se comeu bem no infantário, então paciência, comerá menos. E se os pais não derem grande importância ao assunto, a criança acabará por se equilibrar e ver que já não precisa de fazer uma linha tão marcada entre a escola e a casa, desenvolve-se nos dois locais de uma forma mais tranquila e parecida.

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