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O peso de um bebé exprime grosseiramente a sua massa corporal e dá-nos indicação da composição do corpo.

O que geralmente assusta os pais é o baixo peso. Mas não se deve avaliar um peso sem o remeter para a comparação com a curva da estatura. Um bebé pequeno em comprimento terá, forçosamente, um peso mais baixo do que um bebé muito alto. Da mesma forma, os aumentos de peso são variáveis conforme o tamanho da criança: um bebé do percentil 5 à nascença, portanto com 2600 gramas, se se mantiver nessa curva terá aos 6 meses 6400 gramas. Um bebé que tenha nascido no percentil 95, com 4600 gramas, terá aos 6 meses, nessa curva, 9800 gramas…

Conselho

Julgue o seu bebé pela atividade e não pelo peso. Se está bem, se dorme calmo e tranquilo, se sorri e ri com gargalhadas gostosas, se brinca, gatinha, mexe-se, faz asneiras, quer mexer em tudo – então é porque está bom. O peso é um mero detalhe.

Em plena revolução industrial, quando as crianças trabalhavam nas minas e fábricas, verificou-se que a estatura média destas crianças diferia significativamente da das outras crianças da mesma idade que iam à escola. Verificou-se também que não era apenas uma questão de nutrição. O fator que determinava o «falhanço» marcado do crescimento, segundo os autores, naquele momento, era a «falta de afeto».

Mais tarde, veio-se a verificar haver, nestes casos de carência afetiva, uma deficiência acentuada da hormona de crescimento que impedia a criança de atingir a estatura para a qual estava programada geneticamente.

Quando um bebé chora, instintivamente pensamos: «quer comida». E mesmo que tenha comido há pouco tempo, vamos dar-lhe uma bolacha, um bocadinho de leite, uma côdea de pão. Qualquer coisa que tenha hidratos de carbono ou açúcar. Mas o que muitas vezes o bebé procura é afecto. Mimo. Brincadeira. Atenção. Ingredientes que o ajudarão a recuperar e a convalescer, depois de uma doença.

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