Gânglios



Muitos pais ficam preocupados, quando não mesmo em pânico, ao descobrirem que a sua criança tem «gânglios». Pode ser porque, ao lhe darem banho, sentiram esses altos na cabeça ou no pescoço, pode ser ao fazer-lhe uma festa, ao tocar-lhe, ou porque a criança se queixa que lhe dói. Outras vezes os gânglios são acompanhados de outros sintomas: febre, mal-estar, dores de barriga ou de garganta. E, claro, pensa-se muitas vezes o pior, dado que a palavra «gânglio» está associada a tuberculose, a tumores, leucemias, e outras doenças graves.

Felizmente, porém, essas situações são raras e o encontrarem-se gânglios na criança – sejam os normais, sejam aumentados de tamanho -, corresponde na maioria das vezes a situações banais e francamente benignas, quando não mesmo um estado normal da criança, sobretudo nos primeiros anos de vida.

Os gânglios (ou mais corretamente «gânglios linfáticos») são órgãos que fazem parte do sistema linfático, sistema este essencial para a defesa contra as infeções e as inflamações, ou qualquer ataque de agentes exteriores e interiores.

Assim, a função dos gânglios linfáticos e do sistema linfático em geral, é atuarem como filtro ou barreira, retendo as substâncias consideradas nocivas ou reagindo especificamente através de processos imunológicos à presença de produtos estranhos.

Outra função dos gânglios linfáticos é a produção de anticorpos, tão necessários durante toda a vida, mas particularmente na idade infantil. Os gânglios linfáticos agrupam-se regionalmente (tipo «cachos»), e drenam áreas anatomicamente bem definidas.

Nas crianças, a importância dos gânglios linfáticos é enorme, dada a relativa imaturidade dos restantes mecanismos de defesa. Em relação ao adulto, o tecido linfático existe em quantidade superior, aumentando progressivamente até à puberdade, altura em que sofre uma involução.

É assim normal e natural encontrarem-se gânglios na criança, sobretudo nas crianças mais magras embora em algumas mais «redondas» os gânglios possam ser superficiais e, portanto, acessíveis ao contacto com as nossas mãos, especialmente no pescoço, na axila e na região das virilhas.

Estes gânglios são geralmente de pequeno tamanho, pouco consistentes, sem sinais inflamatórios, bem móveis e indolores. A percentagem de crianças saudáveis desta idade em quem os gânglios linfáticos são palpáveis é superior a cerca 90% para os da virilha e do pescoço.

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