Filhos de pais separados



À semelhança do que se verificara já noutros países, aumentou em Portugal o número de famílias monoparentais, de situações de família dupla e de outras formas de estrutura familiar, algumas delas que, inclusivamente, encerram algum grau de polémica como se tem visto nos debates mais recentes.

Por outro lado, e como é patente aos olhos de todos, registou-se também uma redução muito sensível no número de famílias alargadas, mesmo em meio rural com um consequente aumento do isolamento social das famílias (especialmente em meio periurbano).

Este tipo de estrutura familiar tradicional foi perdendo elementos – tios, primos, avós-lia na «vida real», embora ela continue a existir na sua mente. Este hiato provoca grande desconforto, traduzindo-se em comportamentos já tradicionalmente descritos ou em sinais e sintomas físicos de desconforto.

Existem cada vez mais e mais formas de família e a chamada «tradicional» – pai, mãe e filhos habitando no mesmo lar – não é a única forma de organização desse ecossistema. Do ponto de vista da criança, uma relação conjugal divorciada não implica que não possa continuar a ser uma família, tanto quanto algumas em que os seus elementos vivem todos juntos não constituem uma família no verdadeiro sentido da palavra.

Aliás, até há não muito tempo, a estrutura familiar era outra, a família alargada, onde conviviam várias gerações, sendo o esquema «pai-mãe-filhos» uma coisa estranha e predominantemente urbana. Porque não pensar numa constante renovação deste ecossistema, sem que isso acarrete necessariamente um drama? As crianças sabem fazer isso, desde que se pense nelas e nas suas necessidades e sentimentos.

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