Ficar em casa com alguém



Ficar em casa com um familiar ou com uma empregada é uma hipótese que é por vezes possível, embora nem sempre tenha viabilidade económica para o casal e nem sempre também seja possível encontrar uma pessoa que inspire a suficiente confiança para os pais não apenas no sentido de não roubar a casa mas também de não se ir embora de um dia para o outro, deixando os pais com um grande problema entre mãos.

Ficar em casa com o bebé implica ser uma pessoa de confiança geral, que saiba tomar conta da casa, que saiba tomar conta de bebés e que os estimule quantas crianças são bem tratadas por empregadas, por exemplo, que acabam por não brincar com elas nem as estimular e que não cause ciúmes à mãe, um problema que acaba por surgir quase sempre, já que essa pessoa, na prática sempre uma mulher, acaba por estar mais tempo com o bebé do que a própria progenitora, levando a que a criança desenvolva laços de afeto com ela, o que é um espinho difícil de engolir pela generalidade das mães.

Por outro lado, a partir da idade em que os bebés começam a deslocar-se e a requerer atenção e estímulo a toda a hora, uma empregada não pode estar destinada a fazer as duas coisas: tomar conta do bebé e fazer a lida da casa. Se for o caso, pode distrair-se e o bebé sofrer, por exemplo, um acidente.

Muitas vezes há um familiar que não se importa de dar um certo apoio à família e toma conta do bebé. Com as pessoas a trabalhar longe, com as famílias cada vez mais repartidas por bairros ou vilas diferentes e longe uns dos outros, com os próprios avós e tios a trabalhar (ao contrário do que acontecia nas gerações precedentes), esta situação é, na prática, muito difícil.
Além dos problemas de «comando» que acabam por causar – geram-se às vezes mal-estares e conflitos, especialmente se é a mãe «dele» que vai tomar conta do bebé «dela». A criança ficar em casa é, no entanto, uma das melhores soluções.

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