Esquema geral das consultas



Se não houver nenhum problema especial em seguimento, ou qualquer outra razão, uma criança saudável deverá ter consultas aos 12, 15, 18/19 meses, e aos 2, 2 e meio, 3, 4 e 5 anos.

Cada médico, ou equipa de saúde (como no centro de saúde, onde há médico e enfermeiro), organizará a sua consulta. E não se pode nem deve exigir o mesmo estilo ou a mesma metodologia, porque todas as crianças, famílias e circunstâncias são diferentes.

O que é importante é que a consulta seja um espaço para:

  • observar o desenvolvimento da criança, o que acontece desde que a criança entra até que sai, especialmente quando está à vontade a brincar ou ao colo dos pais;
  • falar dos problemas que inquietam ou preocupam os pais, não apenas os relacionados com a saúde, mas com toda a vida e contexto social, ambiental e escolar;
  • rever os episódios que se passaram desde a última consulta;
  • avaliar o crescimento;
  • verificar a saúde geral e de cada sistema orgânico;
  • avaliar o desempenho dos órgãos dos sentidos;
  • rever problemas anteriores ou aspetos crónicos;
  • antecipar os próximos passos, nos capítulos do desenvolvimento psicomotor, temperamento, personalidade, expressão das ousadias e regressões, alimentação, etc., o que é de extrema importância numa altura em que a criança se desenvolve a grande velocidade e com aspetos novos;
  • rever o esquema vacinai;
  • falar da prevenção dos acidentes e das suas consequências;
  • sugerir medidas preventivas nas várias áreas, e conforme a saúde, doença e ambiente de cada criança;
  • debater as vantagens e inconvenientes dos vários desportos, atividades artísticas e culturais;
  • falar do infantário ou jardim-de-infância, e do relacionamento e desempenho da criança;
  • debater a função parental e as dúvidas dos pais em relação ao seu desempenho.

O Boletim de Saúde Infantil e Juvenil (BSIJ), passou de um pequeno livro com meras indicações do crescimento e algumas sobre o desenvolvimento do bebé, para um livro maior, com as idades-chave das consultas e informação para os pais, exames a ser efetuados em cada visita, assuntos a ser debatidos e muita informação que faz dos pais «parceiros» da saúde, e não «pedintes» da saúde.

Apesar de ter mais de 25 anos, continua a ser subutilizado, especialmente depois do primeiro ano de vida. Assim, é fundamental que os pais:

  • levem sempre o BSIJ a qualquer consulta, e exijam o seu preenchimento;
  • como verdadeiros responsáveis pelos cuidados de saúde dos seus filhos, devem registar as suas próprias observações;
  • leiam o que lá está escrito, não apenas os aspetos referentes à consulta, mas também as informações entre consultas, para preparar a sua parte da consulta.

Pessoalmente, acho que o BSIJ deve ser o local privilegiado onde se escrevem as informações de saúde, dado que ficam todas reunidas e nas mãos de quem, na realidade, deve ter o direito, o dever e a responsabilidade de a ter e conservar.

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