Elementos fundamentais para levar na mochila



Para além das bolas, baldes, pá e outros utensílios simplesmente fundamentais para um dia bem passado é preciso não esquecer:

O creme protetor

Um outro aspecto que é de importância fundamental e que não devem deixar passar ao lado é, claro, o creme protetor. Já viram, caros bebés, algum filme passado em praias paradisíacas em que os atores não se besuntem com cremes? Aquela cena do galã a encher de creme as costas da atriz principal debaixo dos olhos invejosos da atriz secundária é por demais conhecida… e vocês não são menos do que eles. Exijam creme! Não o creme bronzeador, que para frangos de churrasco não têm vocês jeito.

Não! Creme protector – grau «não sei quantos» (muito, o máximo, de uma marca qualquer, pelo menos fator 50). Não se esqueçam – e não é só para aplicar na cara, que vocês fazem também topless, bottomless e todos os «lesses», e a vossa pele ainda não está «endurecida pelos azares da vida».

De qualquer forma, não convém que os pais vos exponham ao sol direto, pelo menos até começarem a gatinhar e serem vocês mesmos a tomarem esse «comportamento de risco». Um bebé à sombra (salvo quando vai tomar um banho) é um bebé mais feliz.

Água

Outra regra – a água. Mas… com tanta água ali, porque é que os pais a hão-de levar de casa? É intrigante, não é? O problema é precisamente esse. A presença daquela água toda faz sede é que aquela é salgada e os ventos que sopram ficam também salgados, mais o calor, mais a areia, tudo isso faz sede, mesmo que não esteja um dia de fornalha. E aquela água faz ainda mais sede.

Chamem a atenção dos vossos pais antes de sair de casa, para ter a certeza de que eles levam o biberão de água. A água não precisa de ser fervida mas cuidado, em algumas praias a água é pouco própria para criançada da vossa idade se calhar mais vale comprar uma garrafa de água mineral.

Quanto a esta questão a da água poderá haver diferenças de opinião entre os vossos pais e os pais do bebé do toldo ao lado.

Cada cabeça sua sentença, e depois metem-se os familiares ao barulho…

Ponham ordem na companhia, digam às avós que, relativamente a vocês elas são ambas avós e não «mãe e sogra», e pronto. Assumam-se cientistas e expliquem que os bebés precisam de água e que, em condições normais (ou seja, sem calor em demasia e saudáveis), a quantidade de líquidos que bebem na alimentação normal chega para equilibrar o que perdem. Se estas perdas estiverem aumentadas (calor, febre, diarreia, respiração acelerada por febre ou por infecções respiratórias, vómitos, etc.) há que aumentar também a quantidade de líquidos que vos oferecem.

Por outro lado, quanto mais pequenos vocês são, mais sensíveis são a alterações deste equilíbrio e mais rapidamente se desidratam, até porque, proporcionalmente, têm mais água do que os adultos. Em conclusão: se estiver um dia muito quente (ou se houver algum sintoma dos que já foram mencionados), os vossos pais procederão ajuizadamente se vos oferecerem água nos intervalos das refeições. Vocês decidirão se querem ou não, partindo do princípio que não estão em greve da sede ou tão doentes que já nem conseguem beber.

Comida

Quanto às refeições, já viram que os adultos se contentam com qualquer coisa, comem a «desoras», e depois alguns querem obrigar-vos a ter o mesmo apetite todos os dias, comer a mesma quantidade, o mesmo inefável «puré de legumes» com a carne triturada mais a papa de fruta, mais não sei o quê ? Ensinem aos vossos pais um verbo muito bonito: «Sim-pli-fi-car».

Defendam a qualidade dos produtos que vos dão, mas exijam respeito pelas férias, pelas variações naturais do vosso apetite e pela paciência dos vizinhos de praia, que dão em doidos com cenas de bebés aos berros a não quererem comer e mães aos berros porque querem dar de comer aos tais bebés que não querem comer.

Se são ainda amamentados, a vossa mãe que não se coíba de vos dar de mamar na praia. Qual é o problema?

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