Dormir na cama dos pais



Dormir na cama dos pais – ponto de interrogação ou de exclamação? Mas para pediatras e psicólogos a resposta é cientificamente fácil, mesmo que a prática não «deslize sobre rodas».

A criança precisa, desde que nasce, de aprender a gerir a sua autonomia. E na idade dos medos – cerca dos 2-3 anos -. essa aprendizagem é mais difícil

A cama dos pais é o local mais seguro do mundo, mas é a solução mais fácil, não sendo a melhor, pois leva a que este aspecto do desenvolvimento permaneça num estado regressivo, tornando-se cada vez mais difícil a adaptação ao seu próprio espaço.

Se o fenómeno «regressão- é dominante, também acresce outro significado de pretender dormir na cama dos progenitores: invadir o seu espaço íntimo e, assim, reforçar a sua
omnipotência.

A situação piora quando um dos pais está ausente (e ainda mais se a criança é do mesmo sexo que esse pai): o processo de substituição fica garantido e a criança sente-se ao nível do pai que não está, medindo depois forças quando estiver na presença dele – é, no fim de contas, o que acontece com muitos pais que se separam, sendo as crianças promovidas ao estatuto de iguais e confidentes (das mães, geralmente).

Cada pessoa no seu espaço de dormir. Mais vale, se entenderem que é necessário para acalmar a angústia dos filhos, que os pais se levantem as vezes que for preciso e vão ao quarto deles. É tentador levá-lo para a cama dos pais, onde de facto adormece instantaneamente, mas é um erro pelo qual se
vai pagar muito caro em termos de autonomia, equilíbrio da personalidade e relação pais-filhos.

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