Dores nas costas



Embora seja um sintoma extremamente comum na idade infantil, é raro uma criança ter dores nas costas tão intensas ou prolongadas que justifiquem uma ida ao médico. A maior parte delas é ligeira, mais um incómodo do que uma verdadeira dor, e passa com repouso e analgésicos correntes.

Os desportos e o exercício físico que requerem movimentos de torsão, hiperextensão e inclinação, como a ginástica, andar de bicicleta ou a simples brincadeira num parque infantil, por exemplo, podem estar associados a dores nas costas.

Mesmo nos casos em que é necessária a surta médica, na maioria é possível identificar a causa das dores, e os casos graves assustam os pais são, felizmente, uma fração muito diminuta. As dores nas costas de origem oncológica, por exemplo, que nos adultos têm alguma expressão, são nas crianças desta idade francamente raras.

Se as dores estão a perturbar o bem-estar da criança ou se não passam e limitam a atividade normal mais do que meia dúzia de dias, então é conveniente consultar o médico-assistente. Neste caso, os pais deverão tentar recordar-se se:

  • houve algum traumatismo ou esforço;
  • a dor é mais intensa quando anda ou quando está parado;
  • está associada a algum movimento;
  • é localizada ou mais generalizada;
  • a criança a refere espontaneamente;
  • é obrigada a interromper atividades de que gosta (uma boa maneira de diferenciar se está a fazer um bocadinho de «fita» ou não).

A intensidade da dor com a posição de deitado também é um fator importante. Em suma, todos os dados que colherem, seja nesta ou noutra qualquer situação, facilitam em muito a consulta e o diagnóstico – não se esqueçam de que quem observa o vosso filho mais tempo e em condições naturais são os pais.

O médico, por melhor que seja, está limitado no tempo e nas condições de observação. É essencial determinar quando é que as queixas começaram, e relacionar com datas, aniversários e outras ocorrências pode ajudar a lembrar quando é que elas tiveram início.

Quando ocorre um traumatismo, por exemplo uma queda ou um esforço num qualquer exercício, a dor pode não aparecer logo e o episódio ser esquecido. Tentem recordar-se dele, com a ajuda do vosso filho, se ele já tiver possibilidade de colaborar.

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