Diferenciar entre casos ligeiros e casos graves



Assim, um dos maiores problemas que se põe, quer à família, quer mesmo ao médico, é diferenciar uma infecção respiratória aguda grave de uma ligeira, e pressentir a provável evolução do caso.

Recomendamos pois que os pais, na avaliação da situação, valorizem o seguinte:

– a idade da criança, sendo que quanto menor a idade, mais alerta é preciso estar e maiores probabilidades a situação tem de se deteriorar;

– se a criança tem tosse e desde quando;

– se a criança deixou de mamar/beber líquidos/alimentar-se bem, especialmente se tem menos de um ano de idade;

– se a criança tem lebre e desde quando;
– se a criança teve convulsões.
– se há uma situação agravante, como paralisia cerebral ou doenças neurológicas, doenças do coração ou dos rins, magreza extrema, etc.

Ao observar a criança, os pais poderão tomar em consideração o seguinte:

– determinar a frequência respiratória (contar o número de respirações em cada minuto);

– avaliar o grau de dificuldade respiratória (ver se o bebé tem tiragem, se as asas do nanz abrem muito ao respirar);

– ver se a criança faz barulho a respirar (pieira, sibilância, guincho ao inspirar);

– avaliar o grau de prostração, se existir;

– quantificar a temperatura (febre ou, pelo contrário, baixa da temperatura).

Os pais poderão mterrogar-se quanto ao seguinte: -o nosso filho tem sinais de gravidade?». São sinais de gravidade, exigindo IMEDIATA observação:

Idade inferior a 3 meses

– deixar de se alimentar bem
– dificuldade respiratória acentuada
– convulsões
– prostração
– frequência respiratória superior a 60 respirações por minuto
– febre alta ou temperatura demasiado baixa
– Idade entre 3 e 12 meses
– incapacidade de beber líquidos
– dificuldade respiratória eventualmente com sibilos
– convulsões
– prostração
– cianose (bebé fica azulado)

Estes sinais significam doença grave, e a criança deverá ser URGENTEMENTE
levada para um hospital.

Se não houver dificuldade respiratória mas a frequência respiratória for superior a 40/minuto, a criança deverá ser observada nesse dia.

Par último, se a criança está SEM dificuldade respiratória e com uma frequência respiratória abaixo de 40/minuto, então a situação não parece grave.

A maior parte das situações são benignas o que há a fazer é combater a obstrução.
Em condições normais, as defesas da criança sáo suficientes para a manter saudável. No entanto, uma ruptura no equilíbrio entre ela e os micróbios provocada quer pelo aumento do número ou agressividade dos agentes infecciosos, quer por diminuição dos sistemas defensivos da criança , pode ocasionar uma situação de doença.

A obstrução das vias aéreas é, sem qualquer dúvida, o factor mais importante na origem de uma infecção respiratória, e o responsável pelos seus sinais e sintomas, devendo por isso ser o principal alvo do tratamento.

Os pais, independentemente de levarem a criança ao médico e do que o médico receitar, deverão tomar algumas medidas para que essa obstrução possa ser melhorada digamos que, sendo as vias respiratórias um sistema de «tubos» e estando esses «tubos- entupidos, os pais terão que desempenhar a função de «canalizadores»…

Qualquer agressão das vias respiratórias seja uma infecção, sejam fumos, frio, poluição ou qualquer outro agente agressivo leva a que essas vias (brônquios, traqueia, etc.) produzam secreções (muco) e que esse muco se acumule, o que, por seu lado, conduz à proliferação dos microorganismos. É um círculo vicioso. Por outro lado, os micróbios induzem um conjunto de fenómenos associados à lesão dos brônquios, os quais, por sua vez, dificultam ainda mais os mecanismos de limpeza e agravam a obstrução. As situações de «broncospasmo», que ocorrem em crianças com alergias ou asma, pioram ainda mais a situação, ao «apertar» os brônquios.

Por sua vez, a infecção vai determinar, como vimos, quebra do estado geral, febre, vómitos e dificuldade na alimentação. Todos estes factores contribuem para um maior ou menor grau de desidratação, o qual por sua vez conduz ao espessamento das secreções das vias aéreas e a maior dificuldade de drenagem das secreções. O aumento da frequência respiratória, como mecanismo compensador da falta de ar provocada pela obstrução dos brônquios, faz perder água pela respiração e agrava o espessamento das secreções e a obstrução.

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