Desidratação



As crianças são formadas maioritariamente por água. Qualquer desequilíbrio na situação de ingestão/perda de água, seja porque está a beber menos, seja porque está com febre, diarreia, vómitos, excesso de urina, ou simplesmente porque está um dia quente, pode facilmente levar à desidratação de uma criança deste grupo etário.

Os riscos da desidratação são grandes e as complicações podem ocorrer precocemente, designadamente lesões cerebrais e renais. É fundamental os pais conhecerem os sinais que podem indicar desidratação, como olhos encovados, ausência de lágrimas, secura da boca e das mucosas, fontanela («moleirinha») deprimida e metida para dentro (após o ano é raro poder palpar-se bem), pele da barriga engelhada ou que, se derem um «belisco», não volta imediatamente ao normal, perda rápida de peso ou, finalmente, sinais de colapso circulatório (pele fria e seca, extremidades frias, prostração, quase não dá acordo de si). Qualquer destes sinais obriga à ida a um serviço de urgência.

Para re-hidratar uma criança podem utilizar-se as chamadas soluções de re-hidratação oral, de que há vários exemplos comercializados, disponíveis nas farmácias. A re-hidratação oral deve ser sempre feita com um destes soros. Se não há a hipótese de ir a uma farmácia, poder-se-á fazer o seguinte soro caseiro:

  • sal da cozinha – uma colher de chá;
  • açúcar – uma colher de sobremesa;
  • dissolver em um litro de água.

Caso estes não estejam disponíveis ou a criança não os aceite, devem ser administrados, como recurso, outros líquidos, nomeadamente água, chá, caldo de cenoura/arroz. As «colas», recomendadas por alguns médicos e que são bem aceites pela criança, quando utilizadas devem ser diluídas com outro tanto de água.

Nunca deve ser recusada água, a qual deve ser oferecida, durante a re-hidratação, nos intervalos do soro. Para evitar os vómitos, há que ter o cuidado de oferecer à criança o soro ou os líquidos em quantidades pequenas (colher a colher), muito amiúde. Isto exige muita paciência, mas resulta e rapidamente verão os resultados da sua re-hidratação.

A administração fracionada dos líquidos, sobretudo no caso de vómitos, contribui para o êxito da re-hidratação. Convém ter em linha de conta que a administração reforçada de líquidos pode levar a um aumento do volume das dejeções. Trata-se de uma consequência natural decorrente da re-hidratação oral, pelo que esse facto, se não estiver associado a quaisquer fatores de gravidade, não deverá justificar apreensão.

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