Daltonismo



O daltonismo, também designado por cegueira das cores, protanopia ou deuteranopia, é relativamente comum, com uma predominância quase total no sexo masculino. A perceção das cores tem a ver com a ação de células nervosas, chamadas cones e bastonetes. Os segundos são os responsáveis pela visão a preto e branco, e pelo registo dos padrões de luminosidade e contraste.

Os primeiros são os órgãos de diferenciação das cores, e existem em três variedades: azul, vermelho e verde. Cada vez que um dos cones é estimulado pela cor correspondente inibe os dois outros. As cores intermédias vão inibindo e estimulando parcialmente estes três cones, compondo todas as cores possíveis do espectro da visão humana.

Outras espécies animais usam outras cores de referência, embora a maioria dos mamíferos não tenha visão colorida. A maioria dos peixes, anfíbios, alguns pássaros e répteis consegue ver a cores. No mundo dos insetos, são as borboletas e as abelhas que têm essa capa- cidade.

A aprendizagem das cores varia muito de criança para criança. A partir das cores primárias vai sabendo designar as outras, mas mesmo muito antes de as nomear já consegue relacionar objetos da mesma cor e dividi-los em conjuntos. Por volta dos 4, praticamente todas as crianças já sabem as cores.

Embora se nasça sem cones, cerca dos 4 meses de vida começam a desenvolver-se os cones. Uma em cada 40 000 crianças ficará a ver a preto e branco durante toda a vida – é a situação designada por acromatopsia.
Uma em cada vinte cinco terá algum problema relacionado com a cor, embora de grau muito variado, atingindo os cones vermelhos (protanopia) ou os verdes (deuteranopia). A confusão das cores recai mais sobre o verde e o azul, e as cores aparentadas.

O daltonismo é uma doença hereditária, ligada ao cromossoma X, e assim transmitida aos rapazes pelas mães, que são apenas portadoras. Os daltónicos, por seu lado, transmitem o gene da doença às suas filhas, que ficarão portadoras, mas não aos rapazes.

A deteção do daltonismo pode ser feita no dia-a-dia, mas geralmente é no jardim-de-infância que se começam a notar algumas hesitações e confusões da criança relativamente às cores. Os testes que confirmarão a doença podem ser feitos a partir dos 3 anos.

Não há qualquer espécie de tratamento, mas sabendo que a criança é daltónica, pode-se ajudá-la a gerir a sua vida, em aspetos práticos como os sinais de trânsito ou a escolha de profissão.

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