Crupe



A história é quase sempre a mesma: a criança deita-se normalmente, sem sinais de doença ou pelo menos só com o nariz ranhoso e, de repente, a meio da noite, os pais ouvem-na tossir, com uma autêntica «tosse-de-cão», rouca. Quando chegam ao quarto a criança está acordada, sentada na cama, com dificuldade respiratória variável, mas geralmente aparentando estar com «fome de ar».

A falta de ar do crupe distingue-se da asma porque a dificuldade é na entrada do ar (inspiração), e a criança faz um silvo quando enche o peito de ar, muito típico (e que se chama «estridor», donde vem o nome «laringite estridulosa»).

O crupe assusta e não deve ser minimizado. Em caso de dúvida, se os pais acham que a situação está a fugir ao seu controlo deverão ir a um serviço de urgência, para fazer um aerossol indicado, que só existe nestes serviços e que, em muitos, se chama «1 -2-3» devido à sua composição. No entanto, é essencial tranquilizar a criança e transportá-la em boas condições, semi-sentada e sem stresse.

Em geral o crupe não se repete ou, quanto muito, poderá repetir-se na noite seguinte. Há crianças que têm uma predisposição para fazer crupes e pode surgir um outro episódio. Uma das situações que pode confundir-se com o crupe, sobretudo no que respeita à dificuldade respiratória, é a aspiração de um corpo estranho.

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