Crianças e riscos: simbiose ou antagonismo?



Ser criança é um direito, No entanto, tentar que as crianças sejam adultos em miniatura, não lhes reconhecendo, muitas vezes, na nossa ânsia de as proteger, o direito que têm de serem simplesmente crianças, é que já reflete um vício de raciocínio. E ser criança – o que nós já fomos, mas do qual não nos lembramos com grande exatidão -, é seguir uma determinada linha de pensamento, sentimentos e comportamentos característicos desta fase da vida.

Quantas vezes as nossas exigências são desfasadas relativamente às possibilidades reais das crianças, quer as nossas exigências pessoais, quer também as exigências do mundo que criámos.

Conscientes de que existem perigos, temendo pela saúde dos nossos filhos e inseguros quanto à melhor atitude a tomar, somos por vezes hiperzelosos em algumas áreas, descurando outras. Temos um medo quase irracional do «risco», mas depois concedemos em aspetos nos quais não deveria haver qualquer tolerância.

Refletindo um pouco, e pensando quem são os nossos filhos, creio podermos melhorar muita coisa, expondo-os menos a traumatismos, ferimentos e lesões acidentais, e vivendo mais tranquilos e descansados, nós próprios.

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