Conselho sobre irmãos



A imitação não desenvolve a capacidade de humanização. Imitar é próprio dos símios. «Olha como a Ana se porta bem, e tu, afinal…» – esta é uma forma muito usada, mas muito contraproducente, até porque estimula na criança vários sentimentos que não a ajudam em nada: de raiva e inimizade pelos outros que servem de termo de comparação; de infelicidade, porque fica a pensar que os pais, afinal, gostavam era de ter a Ana como filha.

Quando anunciar?

As notícias importantes, sejam boas ou más, devem ser dadas pelos pais. Se queremos que os nossos filhos nos considerem as pessoas mais verdadeiras e de maior segurança, não podemos deixar que sejam outros a comunicar as grandes alegrias ou tristezas da família.

Seja a morte de alguém, seja o nascimento de um irmão. No entanto, como abordarei a seguir (e dentro do grupo etário de que trata este livro), nove meses são muitos meses para o entendimento de uma criança, e a fantasia em que vive pode, no caso de grande insistência no tema, gerar ansiedade ou pelo contrário, falsa segurança, aumentando o choque e os efeitos colaterais.

Para cada pergunta deverá haver uma resposta verdadeira, mas apenas com os elementos mais tranquilos e leves da verdade. Antecipar grandes coisas é proporcionar à criança um espaço demasiadamente grande para a fantasia.

Quando dizemos que «depois vai brincar com o maninho» a criança pensará que é logo mal nasça, e ficará desiludida.

Deve criar-se uma ligação com o bebé, claro, ainda dentro da barriga da mãe, uma ligação afetiva e em que o tato tem muita força. O resto, o próprio bebé, dentro da barriga, se encarregará de fazer, transmitindo através da «comunicação invisível» algumas «trocas de ideias» com o irmão.

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