Conselho para os avós



Avós:

  • consciencializem-se de que avós são avós e pais são pais, e por muito que apeteça ser outra vez pai, os pais é que são os pais;
  • lembrem-se que foram vocês que criaram os vossos filhos. E recordem-se quanto vos irritava os vossos pais meterem-se na educação e nas coisas comezinhas do dia-a-dia;
  • evitem conflitos, mesmo que considerem que os vossos filhos não estão a proceder como vocês fariam mas esta oportunidade é deles;
  • mantenham-se neutros quando há discussão ou disparidades entre os vossos filhos e os respetivos cônjuges. É a melhor maneira de poder ajudá-los. Não tomem partido e chamem depois à razão quem consideram ter errado. Mas com calma e sem tom de sermão.

E em privado;

  • saibam mais escutar do que falar Ouvir mais do que dar opiniões. Os vossos filhos (genros e noras) andam cansados e precisam de quem tenha disponibilidade para poderem desabafar, mas sem levarem com uma sermão e missa cantada como resposta;
  • não se imponham – reservem-se. Mais vale ser desejado do que aborrecido!
  • não arranquem as crianças dos braços dos pais sem as avisar disso e sem lhes perguntar se querem ir para os avós;
  • quando os vossos netos estão convosco, designadamente no dia-a-dia, lembrem-se que os pais estão desejosos de os ver. E eles de ver os pais. Se saltam para os braços unidos outros não significa que vocês estejam a fazer um mau trabalho, são apenas a saudade que foram acumulando ao longo do dia;
  • cultivem a vossa relação com os netos sem que isso passe, seja pela relação com os pais, seja por algum tipo de «agressão» à vossa relação com os pais e dos pais com o vosso neto;
  • não precisam de tratar os netos todos da mesma maneira – mais, nem o devem fazer.

Diversifiquem a vossa relação, para que conheçam bem cada um e para que cada uni sinta que tem os melhores avós do mundo. Mas atenção: diversificar e ser diferente não quer dizer fazer discriminações que têm, muitas vezes, a ver com o gostar mais ou menos dos filhos, noras e genros;

  • se acham que os vossos filhos, genros ou noras, estão a faltar em algo importante, conversem com eles, mas não à hora da chegada, do cansaço, em pé a correr. E não dêem o ar de quem sabe tudo e vai trazer a boa-nova aos ignorantes. Mas de quem tem em experiência e sabedoria, e que gostaria de debater alguns aspetos em que, inclusivamente, até podem estar errados;
  • não critiquem, apenas. Falem das grandes coisas, dos grandes momentos. Mas não apenas referidos aos vossos netos. Não se esqueçam que, para ele fazer tantas gracinhas e tanta coisa nova, por detrás há um grande «trabalho de casa». Elogiem os pais;
  • mesmo que achem que o vosso filho ou filha escolheram «mal», a escolha é deles. E não se esqueçam de que quem os gerou e criou foram vocês. Se escolheram mal, então foram vocês que fizeram, em parte, um mau serviço…ou será que a escolha, afinal, não e tão má como parece?!

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