Conselho para os avós Parte II



O dia-a-dia consome-nos. E verdade. E há tanta coisa para fazer que pensamos nunca ter
tempo para nada.

A única maneira de vencer esta ditadura do «pai-tempo» é programar bem as coisas e decidir fazê-las, entendendo claramente o que é prioritário a cada momento. Se calhar, mesmo com todo o trabalho e esforço inerentes, temos de pensar que vale a pena deslocarmo-nos e levar os nossos filhos a casa dos avós, com maior frequência do que às vezes acontece.

Não apenas quando moram longe (e já há estradas que permitem cruzar rapidamente o país inteiro), mas murtas vezes mesmo quando moram a duas dezenas de quilómetros. Há que dar às crianças a oportunidade de estarem com os avós e bisavós e a estes o mesmo. E muitas vezes depende apenas de vencer a preguiça, a inércia e uma certa dose de egoísmo, também…

Quando em casa, é bom ter expostas fotografias dos avós e falar às crianças deles, permitir e incentivar contactos telefónicos (mesmo que os mais pequenitos não consigam dizer nada, mas sempre ouvem a voz dos avós e na cabeça deles imaginam-nos e representa-nos), e-mails, contar histórias sobre os avós e referi-los com regularidade.

Quando se vai ver os avós, é bom falar desse momento com antecipação e entusiasmo, para que a criança comece a vivê-lo antes, com alegria e expectativa de uma coisa boa que se vai passar, e ao mesmo tempo se consciencialize de que o reencontro será um reatamento e não um reinício.

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