Como se apanham?



A maneira como os micróbios invadem as meninges e o sistema nervoso central varia. O sistema nervoso central está bem defendido contra o ataque dos microorganismos, através de um sistema de filtragem do sangue (denominado «barreira hemato encefálica») e de mecanismos imunológicos que protegem esta parte tão nobre do organismo.

Os micróbios, por seu lado, podem existir no solo, no ar, na água, ou, na maioria dos casos, na própria pessoa e nas pessoas em geral, seja de forma transitória, seja alojados a longo prazo, especialmente na garganta, na faringe e no nariz (é o caso do pneumococos ou dos meningococos).

A bactéria da tuberculose pode residir no nosso corpo muitos anos depois de um primeiro contacto com ela. Os vírus são mais passageiros.

Quando há uma oportunidade para o micróbio entrar no organismo e no sangue, seja porque se tornou mais agressiva, porque a pessoa está com a imunidade em baixo (naturalmente, por doenças ou por ação de tratamentos imunossupressores), e se os mecanismos de defesa não conseguem vencer essa primeira luta, podem depois passar a barreira hemato-encefálica e invadir as meninges e o líquido que as reveste, causando uma meningite, ou o cérebro, causando uma encefalite.

Em alguns casos, mais raros, os micróbios entram por extensão direta, através de uma ferida (a seguir a um traumatismo craniano, por exemplo) ou de um foco infeccioso grave (abcesso do ouvido, etc).

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