Como atuar perante maus-tratos?



É prioritário defender e proteger a criança, designadamente a sua vida e saúde, tendo em conta que mesmo os casos aparentemente «suaves» podem, rápida e inesperadamente, aumentar de gravidade, pondo em risco a integridade física e psicológica da criança.

A proteção da criança passa sempre pela garantia do seu melhor interesse. Neste sentido, para além da sua proteção, a recuperação da família deverá ser um passo e um objetivo essencial, por muito que choque às vezes o público em geral, mas uma atuação firme de denúncia e de inaceitabilidade deste tipo de comportamentos não é incompatível com uma visão mais a longo prazo e de envolvimento da família, mesmo que os abusadores devam sempre ser denunciados pela prática destes crimes.

Os maus-tratos físicos são agressões à integridade física da criança e podem deixar sequelas físicas e psicológicas. A tipologia das lesões é variável, desde nódoas negras, fraturas, queimaduras (líquidos, água, cigarros, metais, etc.), a feridas e lacerações ou lesões externas e internas, podendo atingir a pele, os órgãos internos ou os olhos, crânio, genitais, abdómen, boca, nariz e orelhas.

São comuns as lesões intracranianas, designadamente as lesões oculares, muitas vezes isoladas e, portanto, mais impercetíveis, como na chamada «síndroma do abanão do bebé», em que a criança é violentamente abanada pelos ombros, podendo daí resultar hemorragias retinianas graves ou lesões cerebrais com consequências nefastas.

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