Chuveiros e outras coisas



O chuveiro é detestado por muitas crianças.

Mesmo com água tépida e sem um jato demasiado grande, a ideia de cair qualquer coisa sobre a cabeça, local sensível e que expressa vulnerabilidade, não é do agrado de muitos.

A brincadeira pode fazer a diferença, bem como o ensino progressivo de ser a própria criança a segurar no chuveiro e a aplicar, de- vagar, o jato de água.

Muitas vezes a má vontade vem de experiências anteriores em que o chuveiro estava quente ou frio (não esquecer que as várias zonas do corpo não têm a mesma sensibilidade térmica), ou em que o champô, mesmo sendo daqueles que não ardem nos olhos, encheram a cara e não deixaram abrir as pálpebras. Tudo isto contribui para a sensação de perder o fio aos acontecimentos, algo de que ninguém gosta, designadamente as crianças.

Há que ter calma, no banho, e sem estar a demorar demasiado tempo – até porque poupar água e gás deve ser um ensinamento que se faz desde bebé -, não se pode também fazer tudo a correr, medindo o tempo pela pressa com que nós, adultos, geralmente estamos.

Movimentos suaves, circulares (como se fosse uma massagem), explicando o que se está a fazer numa linguagem fantasiosa e meiga ( «Vamos lavar cada cabelo de uma vez. Agora este que se chama Pedro, depois aquele que se chama Miguel. E este cabelo, como é que achas que se chama?»), pode transformar completamente um ambiente de guerra num momento de felicidade mútua.

Colocar a cabeça para trás quando se lava o cabelo, sobretudo ao retirar o champô, é muito importante para evitar que a cara receba doses de água e produto que não deixam abrir os olhos, respirar e até podem fazer engolir água.

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