Cereais e leguminosas



Os cereais, seja na forma de grão ou farinha, constituem uma componente imprescindível na alimentação da criança. As leguminosas (feijão, grão, ervilha, lentilha, fava) não têm nos primeiros anos um significado muito grande, embora haja famílias e regiões do país onde os pratos com leguminosas sejam correntes e oferecidos aos mais pequenos.

Os cereais foram um ponto de viragem na história humana, porque a facilidade do seu armazenamento e a sua durabilidade permitiram não ter de estar dependente dos alimentos que se arranjavam dia-a-dia. Foi com os cereais que nasceu a agricultura e o sedentarismo.

Em Portugal, o trigo e o arroz são os mais representativos, embora o milho e o centeio possam pontuar em algumas regiões. As crianças gostam muito de cereais, mesmo que transformados em farinha e várias maneiras de confecionar. O sabor é neutro e as formas que permite tornam-nos muito apetecíveis (no segundo e terceiro ano, em que há uma habituação à comida da casa, as massinhas de letras ou com formas e cores são apelativas).

A digestão da casca das leguminosas é difícil e o processo bacteriano nos intestinos causa muitos gases, numa quantidade dezenas ou centenas de vezes superior a outros alimentos.

Nas crianças pequenas, sobretudo de 2 e 3 anos, que falam atabalhoadamente, engolindo ar, que ainda não têm a faringe completamente madura, engolindo mais ar, e que têm frequentemente o nariz entupindo, engolindo ainda mais ar, dar alimentos que fermentam desta maneira não é aconselhável, salvo em quantidades muito pequenas e em ocasiões especiais.

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