Cancro



Quando falamos de cancro, estamos habituados a pensar em pessoas adultas ou em idosos. Nem sempre é assim. O cancro atinge também as crianças e os adolescentes, sendo uma das maiores causas de doença neste grupo etário.

Mas a evolução da Medicina permite-nos encarar este drama com algum otimismo, sobretudo quando pensamos, não apenas na vida, mas principalmente na sua qualidade e no bem-estar das crianças e dos adolescentes que são portadores destas doenças. Como ser saudável sendo-se doente? O cancro ensina-nos que, em muitos casos, este paradoxo tem uma resolução possível.

A expressão «cancro infantil» aplica-se, de maneira geral, a todas as doenças malignas nas crianças e adolescentes. Estas doenças constituem uma parcela significativa da mortalidade e do estado de doença crónica neste grupo etário, com elevada utilização dos serviços e necessidade de meios de diagnóstico e de tratamentos agressivos e dispendiosos, sem falar em todo o sofrimento e perturbação da qualidade de vida da criança e da família.

O tipo mais frequente de cancro infantil e juvenil é o do sangue – leucemias e linfomas – seguindo-se os tumores cerebrais, bem como os tumores ósseos e linfoma de Hodgkin. Muitos dos casos de cancro de adultos tiveram provavelmente a sua origem no período infantil, só se manifestando mais tarde. Mas, felizmente, os avanços da Medicina permitem que cada vez mais crianças sobrevivam ao primeiro «embate» e vejam as suas vidas prolongadas, na maior parte dos casos com uma qualidade assinalável.

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