Bonecada à mesa



Que diríamos se um adulto resolvesse levar o computador, os livros ou outros «brinquedos»» para a mesa?

Não acharíamos bem, mas por vezes, mesmo não levando nada disso, a nossa cabeça está noutros locais e somos manifestamente deselegantes com as pessoas que se sentam à nossa roda… designadamente os nossos filhos. Ou então olhamos para a TV, já que trazê-la para a mesa é complicado.

Não é pois estranho que uma criança possa gostar de partilhar a sua comida com os seus amigos, e neste incluem-se os bonecos, os amigos imaginários e tantos outros elementos e objetos.

É importante delimitar um número – há crianças que, à roda dos 3-4 anos, andam com tudo por todo o lado, porque se acham incapazes de fazer uma seleção, ou têm pena de preterir algumas das coisas em relação às outras. Assim, lá vai a «cangalhada» toda para a sala, para a cama, para a mesa.

Estabelecer limites é acertado, sem rigidez. Não é preciso que cada colherada tenha de passar pela boca do ursinho de peluche ou do Noddy, mas um certo jogo pode permitir que esses elementos até possam ser nossos aliados. Se os rejeitamos, não iremos conseguir um melhor ambiente. Mostrar que nem todos se sentam, todos os dias, à nossa mesa, e que convidar um ou dois, embora implique uma escolha difícil, revela quanto gostamos de cada um – e afinal de todos -, é um princípio bom e que deverá ser entusiasmado. No entanto, como em tudo, as regras deverão ser estabelecidas antes do jogo começar.

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