Bilinguismo



A capacidade de aprender línguas é quase imitada. So não o é porque dos cento e vinte e tal sons existentes no Mundo, na linguagem feriada, uma pessoa não consegue pronunciar todos eles, ficando pelos 80-90%.

Quando os pais são de países que falam línguas diferentes e querem que a criança aprenda as duas línguas recomenda-se que o progenitor (ou familiar, no caso de serem os avós) que «representa» essa língua só fale com a criança essa mesma língua, independentemente das outras línguas que ela ouve.

A língua falada entre os pais ou em conversa geral não importa tanto – Mischa e Simonela continuarão a falar inglês. E no infantário para onde vai, irá ouvir português. Provavelmente falará duas línguas bem (a do pai e a da mãe) e duas línguas com maior dificuldade, mas com acerto.

O que importa, pois, é que a criança atribua as línguas a pessoas e contextos diferentes. Mais facilmente organizará dois dicionários, duas gramáticas separadas, podendo depois «pensar em português» ou «pensar em inglês», e não ter de traduzir o pensamento, o que acontecerá se ambos os pais falarem as duas línguas indiscriminadamente.

Não esqueçamos que a verbalização ou escrita do pensamento revela formas de estruturação do pensar diferentes – estar num determinado meio e não ter de ser «estrangeiro», é melhor. Então se se aprender a fazê-lo em três ou quatro contextos, maior a riqueza.

Um dos receios dos pais é, por vezes, que a criança comece a falar tarde ou que tenha problemas da fala. Esses receios são infundados – o desenvolvimento da linguagem segue um padrão idêntico ao das outras crianças.

As crianças que aprendem primeiro uma e depois outra língua podem, no intervalo, fazer um «período de silêncio», que pode durar até um ano, no qual quase nada dizem – isto não deve assustar os pais. Trata-se de uma necessidade de «arrumar» o cérebro.

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