Autismo



O autismo é a situação mais frequente deste grande grupo de síndromas. Trata-se de uma anomalia congénita, ou seja, que surge durante a formação do bebé in útero, e que afeta alguma áreas da função cerebral.

A incidência do autismo é de cerca de 1 em 10 000 nados-vivos do sexo feminino, e 4 do sexo masculino. No total, fazendo uma estimativa, teremos anualmente cerca de 60 novos casos de autismo em Portugal. Não podendo identificar, de nenhuma forma, a situação durante a gestação, será o desenvolvimento da criança que irá revelando as várias características desta situação.

A palavra autismo vem do grego, da palavra «auto», significando «fechado sobre si
mesmo».

Existem quatro grandes áreas de problemas:

• Dificuldade na interação social e nas relações interpessoais, designadamente a nível de interpretação e expressão das emoções;
• Problemas acentuados na comunicação verbal e não-verbal;
• Comportamentos repetitivos, interesses obsessivos e estreitamento da visão da vida e das atividades;
• Insegurança face a tudo o que altere a rotina.

Se pensarmos que estas áreas são prioritárias para nos sentirmos bem, para comunicarmos e nos relacionarmos com os outros – desde a família à sociedade -, poderemos entender bem que são deficiências que, facilmente, se podem tornar em handicaps, alterando profundamente a qualidade de vida da criança e dos pais. designadamente o seu futuro.

As crianças com autismo ou situações deste foro têm esta característica; desinteresse pelas outras pessoas, não respondendo quando se chama pelo seu nome e evitando o contacto «olhos nos olhos».

A falta de compreensão das diversas formas de expressão que acompanham a fala, como a expressão visual, as rugas da cara, o sorriso (ou a zanga) e outros pormenores que nos permitem ver se uma pessoa está a brincar ou a falar a sério, se está alegre ou zangada, ou preocupada, leva a que a criança se feche num mundo dela, com total falta de empatia.

Muitas vezes, essa dissociação entre eles próprios e a quem se referem quando falam deles leva a que, em vez de dizer «eu», digam «o Manei», «o Vasco», ou seja, se refiram pelo seu nome em vez de ser na primeira pessoa, como fator revelador de distanciamento até em relação a si próprios.

Para além da atração pelos movimentos repetitivos e rotativos, há uma diminuição da sensibilidade exagerada ao som, toque ou outros estímulos sensoriais, o que leva a um desagrado quando os pais (e especialmente outras pessoas) lhes tentam pegar, acariciar ou dar mimo.

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