Ato seis – a reposição da normalidade



Com o tempo a criança verá que a rotina continua e que ninguém a abandona. Haverá momentos de maior stresse, quando há atrasos a ir buscar, quando as suas expectativas parecem ser defraudadas – é preciso muito cuidado em ter a certeza, por exemplo, que quando nos deslocamos numa fila de uma pastelaria ou nos corredores de um supermercado, as crianças continuam a ver-nos. O nosso desaparecimento, mesmo que por instantes, designadamente em locais públicos, pode ser vivido como um filme de terror.

Devagar, com tempo, dar-se-á a habituação à existência e permanência do bebé, e a força dos sentimentos mais negativos será, a pouco e pouco, substituída pela força dos sentimentos apelativos. O amor fraternal é assim: transparente, sem cerimónias, mas intenso.

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