Ato dois – o regresso



Se o vosso melhor amigo, um dia, arrombar à vossa porta e entrar pela casa dentro, tenho a impressão que vocês «se passam». Mesmo sendo o melhor amigo. Pelo contrário, se o convidarem para jantar, mesmo que se prolongue até às tantas e estejam com sono terão de o aturar, pois vocês é que o convidaram e ele é vosso amigo…

No regresso a casa é indispensável que a criança (e o animal que existe dentro dela) não veja o seu território subitamente invadido pela entrada da outra peça C. Assim, é bom que a criança vá buscar o mano (ou mana) ao carro, tenha tempo para o olhar, com calma, e depois que seja ela a abrir a porta e a introduzi-lo em casa.

Será um momento histórico que é modificável. Para todos os efeitos, foi que o introduziu naquele território. E, mesmo cansados, os pais devem pedir-lhe se «mostra a casa ao mano, diz onde é a caminha do quarto dele, a sala».

É bom que seja ela a mostrar ao novo animal que entra, os cantos à casa e as idiossincrasias do território, designadamente o seu quarto, no qual o recém-chegado não entra. Mais do que imaginamos no que ela vai pensar por ver o bebé a com os pais, devemos dizer-lhe que é privilegiada em ter o seu «gabinete», ao qual dito «estagiário» não tem acesso.

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