Astigmatismo



Os raios de luz, ao entrarem no olho, são tocados pela córnea, a primeira lente que encontram, e que está sobre a pupila e a íris. Depois serão focados pelo cristalino, até se centrarem na retina que transmitirá a luz para o nervo ótico, através do qual chega ao cérebro e é interpretada. Estas lentes não são perfeitas, ou seja, têm irregularidades que fazem com que, sob determinados ângulos, a visão seja mais perfeita.

A assimetria na visão chama-se «astigmatismo». Todas as pessoas têm um certo grau de astigmatismo, mas na larga maioria dos casos é tão ligeiro que não interfere com a visão.

Contudo, a irregularidade pode ser suficiente para causar problemas na vida quotidiana – esta situação tem características familiares. Como o problema tem a ver com distorção dos raios luminosos, está perturbada a visão ao longe e ao perto, podendo gerar-se uma imagem muito desfocada.

Há que ter em atenção os sinais que podem fazer suspeitar de astigmatismo, tão cedo como a partir do ano de vida.As crianças habituam-se ao mundo sensorial em que vivem, e podem não sentir que têm um problema, dado que a sua vida não requer, também, uma acuidade visual muito grande.São sinais suspeitos:

  • franzir de testa;
  • procura de focagem quando agarram um objeto, tentando encontrar o melhor ângulo;
  • estrabismo;
  • aproximar muito os objetos, contraindo as pupilas;
  • virar a cabeça para o lado ou no sentido vertical, quando olham para um determina- do ponto (televisão, por exemplo);
  • desinteresse pelas atividades (em idades em que já deveriam estar minimamente atentos, por exemplo a desenhos animados na televisão).

O «ver bem», no sentido de identificar objetos no céu ou ao longe, ou num livro, não exclui poder existir astigmatismo. O astigmatismo pode melhorar, piorar ou manter-se. O diagnóstico pode ser feito em qualquer idade, dado que o que é mais importante são as medições objetivas das lentes do olho, mas há que ter um mínimo de colaboração da criança, o que nem sempre é fácil antes dos 2,3 anos.

Por vezes, para ter a certeza, é preciso dilatar a pupila. Caso seja identificado um astigmatismo, a criança deverá usar óculos, o que representa um desafio, mas que é geralmente menos complicado do que possa parecer, porque como passa a ver melhor, tende a usá-los, assim os pais não se devem esquecer deles, insistam para que os ponha e dêem esse apoio à criança.

Na ausência de qualquer sinal, mas caso haja uma história acentuada de astigmatismo na família (pais, muitas pessoas da família), é bom um exame oftalmológico à roda dos 4-5 anos.

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