As «vacinas» de todos os dias



Todos os dias as crianças são sujeitas a contactos com vírus e bactérias. Vale a pena relembrar que, das cerca de mil e seiscentas bactérias identificadas, apenas cerca de duzentas causam doença no ser humano. As outras todas, ou são neutras ou são mesmo nossas grandes colaboradoras. A algumas delas, inclusivamente, devemos alguns dos processos que mantêm a vida.

Digamos que a criança se «vacina» todos os dias, muito especialmente se estiver num atendimento diurno (ama ou infantário), com muitas bactérias, vírus e outros microrganismos. As vacinas que são administradas, seja no Programa Nacional de Vacinação, seja as que não fazem parte dele, mas são recomendadas, funcionam de modo semelhante.

No fundo, é fazer contactar a criança com o micróbio, ou partes dele (proteínas, fragmentos da bactéria, micróbios semelhantes mas inofensivos, o próprio vírus atenuado, produtos de engenharia genética, etc.), de modo a que se consiga obter a imunidade, ou seja, o desenvolvimento de defesas contra ele (anticorpos), mas sem os inconvenientes e perigos da doença. Ter a parte «boa» sem ter a «má»!

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