As quatro facetas do jogo…



Para melhor compreendermos porque é que as crianças brincam, e como brincam, vale a pena retomar um aspecto que já mencionei n’O Grande Livro do Bebé: os parâmetros pelos quais a brincadeira e o jogo (e, no fundo, todas as actividades humanas, desde as relações afectivas à política) se estruturam:

• sorte e azar
• oposição
• faz-de-conta
• vertigem e teste do limite

Se uma criança não vê, em determinado jogo ou brincadeira, a resposta às suas necessidades nestes capítulos, irá procurar um outro. É por isso que, muitas vezes, saltitam de brinquedo em brinquedo, sem se fixarem num, por muito que isso agradasse aos pais, que teriam mais tempo para si próprios.

A escolha tem a ver muito com a expetativa do momento – se, por exemplo, uma criança de 4 anos quiser expressar e trabalhar a área «oposição», desejará jogar futebol ou andar a irritar os irmãos. Se quiser promover a área «vertigem», subirá para cima dos móveis. Se desejar o «faz-de-conta», então quererá brincar aos teatros ou aos pais e às mães.

E por aí fora.

Reparem bem no tipo de jogos que o vosso filho vai escolhendo, e irão vendo a fase em que está – e essa fase (correspondente a uma necessidade) vai espelhar-se noutras
facetas da vida, como a alimentação, o banho ou outras, que são vistas por uma criança desta idade como «uma brincadeira». Tudo ser para brincar, tudo é lúdico , mesmo que, para os pais, ou banho ou o jantar sejam tarefas pesadas no fim de um dia extenuante…

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