As casas de banho



Há crianças a quem as casas de banho do jardim-de-infância ou públicas metem nojo.

Há crianças e há adultos, porque algumas são uma pocilga, para não utilizar outro termo ainda mais forte, e são autênticos casos de polícia e de saúde pública.

O cheiro e a falta de privacidade – as portas têm de estar abertas para controlo por parte das educadoras, mas inibem algumas crianças num momento eminentemente íntimos fazem com que muitas crianças retenham a urina ou as fezes, causando problemas de enurese e encoprose, pequenos descuidos e uma deficiente programação e controlo dos esfíncteres.

Há que dar muita atenção a este aspeto. Quando se sai com uma criança que já não usa fraldas, é sempre bom ela fazer xixi, mesmo que diga que «não lhe apetece». Por outro lado, se de repente tiver vontade, não devemos ralhar e dizer «Lá estás tu, sempre a pedi xixi na hora errada.» Se por um lado queremos que peça e controle, para depois a censurar- mos por isso, algo está um pouco transviado nas nossas cabeças – e não é culpa das crianças que os adultos façam de algumas casas de banho umas esterqueiras.
Em casa as coisas são mais fáceis. E na escola e lugares públicos deve-se tentar manter a privacidade.

Finalmente, nas casas de banho públicas, explicar que o urinol não é um local muito limpo, porque as pessoas fazem xixi para ali.

Os miúdos têm tendência para se agarrar às paredes, mexer onde não devem, e nunca se deverá sair de uma casa de banho sem lavar muito bem as mãos-pais e filhos!

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