As batas brancas



A bata branca é um dos símbolos do poder e da sabedoria médica. A par do estetoscópio, que surge sempre em qualquer representação de um médico, dos bonecos de cerâmica às telenovelas. E ainda há quem as use, mesmo quando nada justifica esse vestuário que é de distanciamento, quando não há razões de proteção.

As crianças pouco querem saber do poder médico, e o que as impressiona é a bata, até poderem ter reações de medo, pânico e quase de fobia, a que se apelidou de «síndroma da bata branca» – agitação excessiva, choro compulsivo e medo.

As crianças que já passaram por vários internamentos estão em maior risco de terem estas reações. No entanto, não deve ser confundida esta síndroma com a reação ao estranho e a sensação de vulnerabilidade, normal e natural numa criança entre o ano e os 3 anos. São coisas diferentes.

Pessoalmente, nunca usei bata, a não ser no hospital, e em muitos dos departamentos a contragosto, por não encontrar nenhuma justificação. Aliás, sabe-se que, bacteriologicamente, as batas (sobretudo se andam dos consultórios para os hospitais) têm micróbios mais resistentes do que a roupa normal.

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