As amigdalites



É muito comum, quando as adenoidites e «ranhos» começam a diminuir, por volta dos 3 anos de idade, o médico avisar: «Não é para ser desmancha-prazeres, mas dentro de uns meses vão começar as amigdalites…». E é um facto.

As amigdalites podem aparecer em qualquer idade, mas são mais característica depois dos 4 anos, até à adolescência ou mesmo na idade adulta. Transmitem-se geralmente a partir de gotas de saliva («perdigotos»), espirros ou de infeções da pele causadas por uma bactéria chamada estreptococos.

A escarlatina, tão temida pelos pais e que aparece em surtos, nos jardins-de-infância, é nem mais nem menos do que «uma amigdalite com pintas», causada também pelo estreptococo, mas por um tipo especial que tem uma substância que causa essas manchas na pele e é muito contagioso.

Há vários tipos de amigdalites e de faringites, conforme o agente causador, e é conveniente fazer-se uma boa diferenciação entre elas porque pode correr-se o risco de, por exemplo, estar a dar-se antibióticos para amigdalites virais (desnecessários, pois), ou pelo contrário falhar o tratamento das amigdalites bacterianas com possíveis consequências graves, como a febre reumática ou a glomerulonefrite.

E, ainda outra vertente do problema, infelizmente cada vez mais atual: a percentagem de bactérias resistentes aos antibióticos tradicionais não pára de aumentar, em parte pela má utilização destes medicamentos.

É preciso, pois, que a amigdalite seja vista ou confirmada pelo médico. Muitas vezes é necessário mesmo fazer-se um exa- me do pus das amígdalas (exsudado amigdalino) para se perceber qual a bactéria presente e a que antibióticos é sensível. O antibiótico do vizinho, do irmão mais velho ou aquele utilizado noutras situações, mesmo que semelhantes, pode não ser o mais adequado.

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