Alguns problemas a ter em conta



Pés para dentro

Durante a gravidez, o bebé está «enrolado» sobre si próprio, com as pernas cruzadas, para conseguir até ao fim caber nesse TO que é o útero materno. Embora de vez em quando se descontraia e dê um pontapé» à mãe, a posição fetal é a que conhecemos.

Se, por acaso, as pernas ficam encostadas a um osso materno, esta posição de flexão pode ser mais insistente e o bebé mantê-la durante a sua vida extra-uterina.
Os -pós para dentro» são um problema que afecta uma em cada sete crianças.
Na esmagadora maioria dos casos não há nada de especial a fazer, a não ser promover um bom andar descalço (excelente na areia) com meias antiderrapantes em casa, usar calçado formativo (não é ortopédico!), não usar ténis e procurar que a criança, preferencialmente, se sente à chinês», ou seja. com as pernas cruzadas, e não «à japonês», ou seja, com as pernas para trás.

Pé «chato»

O pé «chato» ou pé plano, só é diagnosticado após os 3 anos de idade. No primeiro ano de vida ainda ó muito precoce estar a avaliar a «chateza» do pé…
De qualquer forma, convém relembrar que os pés têm uma dupla função: suportar o peso da criança e dar o impulso ao andar. No final do primeiro ano de vida, é bom o bebé andar sobre superfícies rugosas. como a areia da praia, para «sentir o terreno».
Claro que todos os bebés têm o pé plano, dado que ainda não tiveram oportunidade de «estrear» o chão e as suas rugosidades. Algumas famílias têm tendência a ter um arco plantar mais curvado, outras mais plano. Quando se inicia a marcha começa a utilização dos músculos e ligamentos que vão estimular o aparecimento do arco plantar. De qualquer forma, só aos 3-4 anos se pode dizer se uma criança tem, realmente, o pé «chato».

Boas práticas…

É sempre bom que os bebés tenham boas posturas. Como já foi referido, o «sentar à chinês» é uma medida boa. em termos posturais, ao contrário do «sentar à japonês» (com as pernas para trás).
Os problemas posturais são. na idade adulta, uma das maiores causas de dor, consumo de medicamentos, faltas ao trabalho e sofrimento. É bom as crianças terem posturas adequadas, e embora seja assunto de anos posteriores ao primeiro, é sempre bom fomentar bons hábitos desde o início. O médico assistente verá se há algum problema ortopédico, como a doença luxante da anca, por exemplo.

Os primeiros sapatos

Muitos pais, na ansiedade de ver os bebés a andar, começam a pôr-lhes sapatos cedo demais. Antes dos 12-18 meses não há necessidade de sapatos, a não ser em ocasiões especiais festas, saídas, etc. Preferencialmente o bebé deve andar descalço, com meias antiderrapantes se o solo estiver frio. É necessário o bebé sentir o chão e as suas irregularidades, para poder adaptar o pé e equilibrarse. A comprar alguns sapatos, é recomendável serem sapatos formativos.
Os sapatos foram concebidos para proteger o pé de objetos que encontre no chão e que lhe possam fazer mal. De qualquer forma, os sapatos não evitam as deformações do pé nem contribuem, de nenhuma forma, para o desenvolvimento psicomotor.

Alguns Conselhos:

uma vez que a criança caminhe, pode adquirir sapatos suficientemente amplos para acomodar os pés, sem os pressionar;
as solas devem ser antiderrapantes (o mesmo se usar meias);
os contrafortes laterais devem ser suficientemente apoiantes para evitar que o pé resvale para o lado, e para manter o pé direito;
a sola interna deve ter o relevo necessário para estimular o desenvolvimento do arco plantar;
não é necessário gastar «fortunas» em sapatos… dado que os pés das crianças crescem rapidamente, há que ter em atenção este aspecto e ter sapatos que não estejam, nem largos demais, nem apertados;
as crianças devem andar descalças em casa, com meias antiderrapantes;
os sinais de alarme são: alterações como coxear, diferenças de tamanho ou de forma entre os membros inferiores, dores nas pernas, deformações.

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