Ainda vacinas – algumas questões menos faladas



É crescente o número de pais que olham para as vacinas com alguma desconfiança. Muitas vezes optam por não vacinar os filhos – estão no seu direito, dado que a vacinação não é obrigatória em Portugal. No entanto, há que analisar melhor esta questão.

E se alguns pais não querem vacinar os filhos porque acham que tudo se resume a pressões da indústria farmacêutica, não querem sujeitar a criança a eventuais efeitos secundários, ou ainda têm medo de que, a longo prazo, as vacinas possam trazer complicações graves, cancro ou outras doenças, também é bom que ponderem o que poderá acontecer se não vacinarem os filhos. Não há nada que seja «só bom».

Mais: quanto melhor é determinada medida, e maior a sua dimensão, maior também o contrapeso, ou seja, o risco de efeitos adversos. Passa-se com todos os fenómenos, seja a televisão ou a Internet, seja a globalização…ou simplesmente o amor dos pais.

Por outro lado, a opção que os pais tomam tem a ver, não com eles, pais, mas com a saúde dos filhos. É por isso que a decisão de, por exemplo, não vacinar, tem de ser extremamente bem fundamentada. Porque se houver um erro de cálculo, quem vai pagar por isso é a criança. Não são os pais, diretamente.

É uma coisa que tem de ser dita, embora se fuja muito a dizê-lo, porque é incómodo: quando os pais se esquecem de colocar o cinto ou a cadeirinha, e a criança sai disparada numa travagem e morre, os pais choram, mas a criança morreu. E por sua culpa.

E duro, quase cruel, dizer as coisas assim, mas as mortes infantis por negligência (não apenas dos pais, entenda-se) são afogadas pela dor dos pais e dos familiares, esquecendo-nos muitas vezes de quem, realmente, perdeu tudo o que tinha, incluindo a vida.

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