A síndrome de La Tourette



Há mais de um século, Gilles de la Tourette um neurologista francês, descreveu uma situação em que as crianças dizem palavrões e «verdades inconvenientes» sem o fazerem por provocação ou malandrice.

Contudo, a síndroma é mais do que isso.

Trata-se de uma situação genética, mas pouco mais se sabe do que isso, podendo revelar-se por tiques de vocabulário ou motores, aparecendo muitas vezes em salva – seja dizer coisas, pigarrear, espirrar, tossir ou tocar nas pessoas e no vestuário das pessoas, retorcer-se, repetir sons terminais das frases que os outros dizem (o que as torna particularmente irritantes para quem não esteja a par da situação) e uma grande vontade de dizer inconveniências, palavrões e linguagem de cocos e xixis».

A criança sente uma vontade irreprimível de repetir algo, e as crises podem surgir depois de serem obrigadas a estar quietas, em casa ou na escola, por muito tempo. O stresse e o cansaço podem exacerbar os tiques.

Pode haver também um comportamento obsessivo ou compulsivo, e antes dos tiques pode haver sinais de hiperatividade ou falta de atenção/distração.

Na maioria dos casos as crianças não precisam de tratamento, mas sim de compreensão, embora os neuro pediatras ou pedopsiquiatras possam optar, por vezes, por uma abordagem medicamentosa, sobretudo se os sintomas são intensos e/ou causam problemas de relacionamento, escolares ou familiares.

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