A humanização dos serviços médicos de atendimento de crianças



A humanização dos serviços de atendimento à criança, entendida esta como a «adaptação às necessidades e direitos de cada ser humano em cada momento da sua vida», constitui uma preocupação crescente dos profissionais que lidam com a criança, designadamente na vertente hospitalar.

Se atendermos à definição de «humanização» acima proposta, resulta evidente que o seu desenvolvimento dependerá de uma avaliação das referidas necessidades, bem como de uma clara noção e aplicação dos direitos instituídos. A evolução das primeiras, – de aspetos estritamente relacionados com a patologia e da saúde vista de uma perspetiva exclusivamente biomédica, para uma visão bio-psico-social e integradora, com especial ênfase nos padrões de qualidade de vida e de bem-estar -, e a clara assunção dos direitos das crianças e dos adolescentes, consignados na Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, que todos os órgãos de soberania portugueses ratificaram, traduziram-se por novos desafios, mas também por novas exigências.

Por outro lado, a consciencialização crescente, por parte dos cidadãos e das famílias, dos seus direitos e da relação de parceria que deve enformar a prestação de cuidados, numa salutar vivência democrática, constituiu uma forma de pressão sobre o Sistema, para que a mudança se iniciasse.

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