A gordura do peixe



O peixe é de forma geral moderado em gorduras, embora dependendo, em algumas espécies, da altura do ano, e essas gorduras são constituídas, em elevada percentagem (muito mais do que a carne) por ácidos gordos essenciais. O que são estes ácidos gordos? Conhecidos também pelo nome científico de ómega 3 e ómega 6, os ácidos gordos essenciais são, como o nome indica, essenciais para a saúde, sendo vitais para o desenvolvimento das células e dos tecidos do organismo, bem como para as funções hormonais, saúde da pele, bom desempenho cerebral e produção de energia.

Acresce que o corpo, a partir por exemplo dos ómega 3, produz fatores protetores em relação à aterosclerose e deterioração dos vasos sanguíneos, inflamações e ainda a doenças imunológicas, como a artrite, a psoríase ou a asma. Conferem também uma maior proteção das células em relação ao ataque das bactérias e dos vírus. As evidências também parecem mostrar, de forma cada vez mais consistente, que os ómega 3 poderão ter um efeito positivo sobre o cancro e a diabetes.

Numa altura em que as doenças cardiovasculares (enfartes do miocárdio, embolias e tromboses cerebrais, doenças vasculares das pernas, etc.) são a maior causa de morte na população portuguesa e que se sabe que a prevenção deve começar desde a mais tenra idade, pensar em proteger as crianças relativamente a estes problemas parece ser uma atitude justificada e até obrigatória.

A função dos ácidos gordos ómega 6 é equilibrar a ação dos ómega 3, de maneira a que a função destes seja a melhor possível.

A pescada e o bacalhau são dos peixes mais magros, como o linguado e a solha.

A cavala, a sardinha e o salmão colocam-se no outro extremo.

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