A função dos amigos imaginários



Não é por acaso que o António, do caso em seguida descrito,se retira para a quinta dos primos cada vez que o pai está ausente.

É uma defesa. Se o pai parte, ele também. Como quem diz: «Não vou sofrer, não vou sentir a ausência, não vou chorar, porque também eu vou partir – a angústia é mais para quem fica do que para quem parte.»

O amigo imaginário é, pois, um escape normal e saudável para o stresse. E quando tem o seu lugar próprio, mas não interfere com os amigos reais – ou seja, quando a criança faz facilmente a clarificação das águas -, não há qualquer motivo para ter receios de que algo de «extraterrestre» se possa estar a passar.

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