A dinâmica infantil durante a doença



Pensem num laboratório ou numa firma, onde existem várias salas, umas com pouca importância funcional – sala de espera, sala de leitura, corredores – e outras de vital importância – experiências laboratoriais, computadores, centros estratégicos de decisão. Se houver uma falha de energia, imediatamente o sistema de apoio será ativado e privilegiará estes últimos sectores, em detrimento dos restantes. O corredor e a sala de espera terão luzes de presença e de emergência. Os computadores e os aparelhos das experiências terão a energia de que necessitam para que o essencial se mantenha.

O mesmo acontece com os nossos filhos. Quando adoecem e a sua energia tem de ser redimensionada, as primeiras áreas a serem poupadas são a atividade física, a brincadeira e as grandes manifestações efusivas.

A criança faz-se ao repouso, está mais murcha, dorme mais. Sorri, mas não ri às gargalhadas, quando estimulada. Logo que fica melhor, já pode «acender a energia das salas menos importantes», e brinca, volta a ser a mesma. Por isso é que se diz: «criança calada e quieta, ou está a fazer uma asneira ou está doente».

Comentários

A dinâmica infantil durante a doença | Para Pais.