A ausência de um progenitor e as repercussões na criança



Há pais e pais. E muitos aproveitam-seda separação para fugirem das suas responsabilidades e desaparecerem da vida dos filhos. Muitas vezes, quando arranjam outra relação, o corte com os filhos é a melhor solução para não terem de enfrentar conflitos com a nova companheira.

Há pais desinteressados e há pais que são mesmo maus modelos. Mas não podemos tomar estes (maus) exemplos como a generalidade dos pais, que são dedicados, que amam os seus filhos e que são capazes de dar a sua vida por eles.

Que trabalham para que eles tenham uma vida melhor e mais confortável, e que se dedicam, de corpo e alma, ao seu sentimento de paternidade e, curiosamente também, ao sentimento de maternidade que todos os homens também têm, mesmo que em graus muito diferentes.

Independentemente da causa de «não ter pai presente», os estudos científicos indicam que 85% das crianças com perturbações emocionais e do comportamento são provenientes de lares sem pai, e que as estatísticas revelam que as crianças de lares sem pai têm:

  • 5 vezes mais probabilidades de suicídio;
  • 32 vezes mais de fugirem de casa;
  • 20 vezes mais de terem perturbações do comportamento;
  • 9 vezes mais de abandonarem os estudos precocemente;
  • 10 vezes mais a tornarem-se toxicodependentes;
  • 20 vezes mais a serem presas por crimes.

Claro que as estatísticas são apenas dados, e o risco é apenas probabilidade de ocorrência. Mas há que pensar que, para além de tudo o que possa estar por detrás destes factos, a presença de um pai afetivo e efetivo é fundamental na vida da criança.

Talvez por isso de -vamos tentar- mesmo na altura da revolta raiva e desilusão que acompanha uma separação – separar o que são os sentimentos entre os pais e o que deve ser a relação deles com os filhos. E essa nunca acabará nem é passível de delegação ou adiamento…

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